Luiz Eduardo Vilela Salgado Depto. de Tecnologia Pioneer Sementes Ltda Eduardo.Salgado@pioneer.com
A rotação de culturas entre a batata e milho é uma excelente opção para o agricultor, pois uma cultura beneficia a outra, através da reciclagem de nutrientes e redução de fungos de solo, o que traduz em alta produtividade na área.
Um dos grandes benefícios do plantio do milho após a cultura da batata é o residual de fósforo deixado na grande maioria das áreas cultivadas com batata, pois é utilizado formulações em altas dosagens de fósforo, e como este nutriente está presente nos solos em baixos teores e o milho responde muito à aplicação deste elemento na cultura.
Normalmente os solos possuem ao redor de 5 a 10 ppm de P2O5 nas camadas superficiais e em áreas cultivadas com batata podemos encontrar até 80 ppm de P2O5 ou mais, e isto deve ser observado pelo agricultor que deseja plantar milho, pois o desequilíbrio nutricional não é interessante para a cultura, quando pensamos em altas produtividades.
É bastante comum observarmos plantios de milho com formulações de alta concentração de fósforo em rotação com batata, e como diz a Lei do Mínimo, se este elemento esta sendo ofertado em grandes quantidades, não será ele que vai limitar a produtividade da cultura, devendo ser analisado outros elementos importantes para a cultura, como nitrogênio e potássio por exemplo, que podem estar sendo fornecidos em quantidades menores à requerida, limitando a produtividade.
Desta forma seria interessante, através da observação da analise do solo, utilizar doses menores de fósforo no plantio, ao redor de 50 kg de P2O5/ha e investir mais nas dosagens de N e K que serão aplicadas na cultura do milho, podendo aplicar ao redor de 150 a 180 kg/ha destes elementos e utilizar híbridos de milho com elevado potencial de produção, o que poderá resultar em altas produtividades na cultura do milho.
Em contrapartida, a cultura da batata vai se beneficiar desta rotação devido à reciclagem de potássio, elemento bastante importante para a batata e que ao redor de 80% do potássio absorvido pela planta de milho é retornado na palha, disponibilizando este nutriente com a sua decomposição.
Além disto, a planta de milho tem alta capacidade de produção de matéria seca/ha, podendo chegar a 16 t de matéria seca/ha, sendo uma excelente opção de reposição de matéria orgânica na area, conservando a fertilidade do solo ao longo dos anos, visto que o preparo da área para plantio da batata é todo feito de forma convencional, invertendo ao redor de 25 a 30 cm do perfil do solo pelo arado e grade pesada, “queimando” severamente a matéria orgânica deste solo , podendo ser um fator limitante de produtividade com o passar do tempo.
Um ponto bastante importante de ser observado pelo produtor é quanto ao residual do herbicida utilizado na batata, que poderá afetar o desenvolvimento da planta de milho, afetando a produtividade.
A dosagem utilizada, a época de aplicação do produto, o tipo de solo e teor de matéria orgânica e a quantidade de chuva que ocorreu na área vai influenciar num maior ou menor residual do produto, devendo ser analisado estes fatores para a tomada de decisão pela época de plantio do milho sem o risco de perda de estande ou desenvolvimento das plantas.
Outro beneficio do plantio de milho em áreas de batata é a redução de fonte de inoculo de fungos de solo que afetariam a batata, visto que o milho não é suscetível a estes fungos e que se estiverem presentes em altas concentrações no solo, irão onerar o custo de produção da cultura da batata para o agricultor.
Porém na questão de pragas que afetam o milho, um problema que esta sendo bastante observado é o ataque da larva da Diabrotica speciosa (vaquinha ou patriota), que devido à perda na colheita de batata, estes tubérculos germinam durante a fase inicial da lavoura de milho, servindo de alimento para o inseto adulto desta praga, que faz a ovoposição nas plantulas de milho, que ao eclodir as larvas, estas se aprofundam no perfil do solo e vão atacar o sistema radicular da planta de milho, causando a redução na absorção de água e nutrientes, além de afetar a fixação do milho pelas raízes adventícias, propiciando o acamamento das plantas e consequentemente a redução na produtividade da área. Neste caso, é importante que seja analisado os riscos deste ataque pela praga, e hoje o que mais está sendo difundido é o uso de inseticida líquido no sulco de plantio do milho, com produtos devidamente registrados para este fim, como forma de amenizar o ataque desta praga, além de outras que possam estar presentes nas camadas superficiais do solo, como cupins, larva arame e outras.
Ernani Clarete da Silva , Professor /Pesquisador, Dr. em Genética e Melhoramento Vegetal Universidade JOSÉ DO ROSÃRIO VELLANO – UNIFENAS – FACULDADE DE AGRONOMIA Setor de Olericultura e Experimentação, Caixa Postal 23 – 37130-000...
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