Gerson de Oliveira Moura, 29 anos, casado, residente em Itapetininga/SP trabalhava em uma beneficiadora de batata no bairro Gramadinho, mas há cinco anos atua como feirante e distribuidor de batatas na cidade e na região.
Como atacadista vende cerca de 1200 sacos (50 kg) por mês de batatas, que são compradas diretamente de produtores, em períodos de safra, ou de atacadistas nas cidades de Itu (SP) ou Sorocaba (SP). A compra e a venda são realizadas em prazos médios de 15 dias. 
Já como feirante vende uma média de 100 sacos (50 kg) por mês das variedades ágata, monalisa, asterix, caesar e, algumas vezes, cupido e mondial.
A líder em vendas é a ágata, devido a sua boa aparência, seguido da asterix, muito utilizada para o prepara de massas e fritas. Sobre outras variedades a opinião dele é a seguinte: “não gosto de trabalhar com a mondial, pois elas escurecem rápido. Já a cupido tem algumas doenças e a vivaldi é fraca de pele, de culinária e esverdeia muito rápido”.
Gerson cita que os principais problemas que costumam aparecer nas batatas das águas são podridões moles, batatas brotadas e sarna comum. Ele comentou que os que mais causam prejuízos são as podridões moles e as batatas queimadas. Em media a perda é de 10%. A sobra geralmente é vendida para restaurantes e indústrias de batata palha (2ª linha).
A maioria de seus clientes de feira são homens e mulheres mais velhos que compram em media três quilos de batata.
Ele aproveitou para solicitar que o peso do saco de batata seja reduzido para 25 quilos, pois facilita o manuseio. Sugere também que as batatas deveriam ser melhores classificadas, já que seus clientes reclamam sempre das batatas miúdas misturada com as especiais. Uma sugestão de Gerson é que sejam colocadas placas informando ao consumidor sobre a aptidão culinária da variedade. Por exemplo: ágata serve para cozinhar, salada, assar; asterix para fritar, cozinhar, assar, salada, nhoque, purê etc.
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