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Os motoristas brasileiros passaram a conviver com um perigo potencial: o de encher o tanque de seus veículos com combustível adulterado (ou “batizado”, como é chamado popularmente). O “batismo” é feito com a adição de substâncias estranhas à composição básica da gasolina, do álcool ou do diesel. Essas substâncias podem causar avarias sérias em seu carro.
Toda gasolina deve obedecer a padrões mínimos de qualidade estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Infelizmente, pessoas inescrupulosas buscam o lucro fácil com práticas que podem avariar os veículos e a saúde das pessoas, já que a adulteração pode aumentar a emissão de poluentes. As adulterações mais comuns são misturar a gasolina com solventes ou adicionar à gasolina uma porcentagem de álcool anidro acima da estabelecida por lei (atualmente, ela é de 20%). Os veículos que saem das fábricas (e os que são trazidos ao país por importadores oficiais) têm seus componentes mecânicos e eletrônicos regulados e programados para trabalhar com um combustível que siga os padrões da ANP. Quando um motorista coloca no tanque uma gasolina adulterada, passa a correr o sério risco de causar danos graves ao veículo. Primeiro, porque este não está preparado para funcionar com aquele combustível. Segundo, porque muitos dos produtos utilizados na adulteração danificam os componentes internos do motor – principal ente os de borracha.
É fácil perceber quando o combustível está fora das normas, porque o motor “reage” a uma gasolina ruim. Seu rendimento cai, há falhas no funcionamento e o consumo aumenta.
Ao queimar gasolina adulterada, o motor cria resíduos que aderem às sedes das válvulas de admissão e à parede da câmara de combustão. Isso causa um desgaste prematuro dos componentes internos do motor e aumenta a emissão de poluentes. O sistema de injeção de combustível, controlado por sistema eletrônico e com peças de alta precisão, também sofre desgaste excessivo. E a bomba de gasolina, que leva o combustível do tanque para o motor, fica danificada. Isso provoca falha constante no sistema de alimentação do combustível, dificuldade na partida e até a parada total do motor. A adulteração da gasolina pode acontecer em praticamente qualquer uma das etapas de armazenamento e transporte pelas quais o produto passa antes de chegar ao consumidor final. A ANP e companhias empreendem todos os esforços possíveis para coibir essa prática.
O consumidor pode ajudar denunciando qualquer suspeita de adulteração de combustível e boicotando os postos que vendem gasolina de procedência suspeita.
Gasolina Adulterada Pode Causar:
· Falhas no funcionamento do motor;
· Instabilidade da marcha lenta;
· Aumento no consumo de combustível;
· “Batidas de pino” e engasgos do motor;
· Travamento das válvulas;
· Depósito no pistão;
· Danos ao diafragma da bomba de combustível;
· Diluição excessiva do óleo lubrificante, causando desgastes dos mancais, cilindros e anéis de pistão;
· Danos à carcaça da bomba de combustível;
· Danos às juntas, aos vedadores e componentes à base de borracha;
· Aumento na poluição e na periculosidade dos poluentes;
· Prejuízo para o meio ambiente, para a coletividade e para seu bolso.
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