Carta ao leitor

A variedade ÃGATA está afetando fortemente a Cadeia Brasileira da Batata, devido basicamente aos seguintes fatores: brotação fácil, alta produtividade e características culinárias.
O fato de brotar com muita facilidade, em menos de 30 dias, possibilita que qualquer pessoa plante batatas quando e onde quiser. A cada dia que passa estamos ‘assistindo atônitos’ a disseminação de inúmeros e seríssimos problemas fitossanitários (murchadeira, sarna comum, nematóides, viroses, etc.) em todas as regiões produtoras e a coincidência de produção de diversas regiões que resulta em super oferta. Provavelmente em menos de 10% da área plantada é utilizada batata semente de verdade. Na maioria das áreas são utilizadas as chamadas “partes baixas” da produção de batata consumo.


As elevadas produtividades poderiam ser totalmente benéficas aos seguimentos da cadeia, porém, na realidade, devido à falta de integração e de acordos estratégicos as altas produtividades se tornam prejudiciais. Esta semana, muitos produtores estão recebendo, em média, menos R$ 0,30/kg e o consumidor pagando, em média, mais de R$ 1,00/kg nas grandes redes de varejos. Esta “atitude” simplesmente impede o aumento do consumo em um período de super oferta, ou seja, os consumidores deixam de comer batatas, os produtores “levam grandes prejuízos” e, até os supermercados, deixam de aproveitar uma oportunidade de ganhar na “escala”.


Considerando: que a Ãgata não é uma “variedade multiuso”; que é a variedade mais plantada no Brasil (aproximadamente 60% da área, que corresponde a 70% da produção nacional ou 1,5 a 2,0 milhões de toneladas/ano) e que apesar de obrigatório, na prática, não há informações aos consumidores finais sobre as características culinárias. Temos como resultado destes fatores, além de alguns outros, uma regular retração de consumo de batata fresca.


A continuidade da “ONDA ÃGATA” poderá transformar-se em um “TSUNAMI ÃGATA”.
Nesta edição, também destacamos muitas matérias que consideramos importantes e interessantes aos leitores: o início das atividades da primeira grande indústria de batata pré-frita congelada no País – a BEM BRASIL, em Araxá (MG), e a obtenção do Certificado do Sistema de Produção de Batata pelas empresas Montesa e Grupo Rocheto. Estes fatos podem ser considerados como um dos mais importantes ‘marcos’ na evolução da Cadeia Brasileira da Batata.


As matérias sobre fitossanidade, fisiologia, meio ambiente, variedades etc. são fatos que estão contribuindo para a melhoria e modernização do sistema de produção de batata no Brasil.
As matérias sobre as instituições, as informações sobre as atividades da ABBA e sobre as empresas especializadas na “gastronomia com batata” demonstram que, aos poucos, a cadeia da batata está evoluindo e se integrando.


Esperamos que você goste e aproveite muito mais esta edição da Revista Batata Show.


 

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