José A. Caram de Souza-Dias
Haiko E. Sawasaki
Rubens L.A. Lordello
Hilário S. Miranda Fo
APTA-Instituto Agronômico de Campinas (IAC)
Sandra M. Scagliusi – Unicamp – Fisiologia Vegetal
Apoio Fundag (Proj. 13-002-93)
jcaram@iac.sp.gov.br – (19) 3241-5188 – ramal 360
Em Agosto e Setembro de 2001, tubérculos de batata (Solanum tuberosum L cv. Monalisa) procedentes de duas plantações comerciais distintas, tanto com relação à região onde foram produzidos como quanto à origem da batata-semente utilizada para o plantio: (1) 4ª. geração da batata-semente importada, produzida na região de São João da Boa Vista, SP (Figura 1); e (2) classe Registrada, de São Miguel Arcanjo, SP, produzidos na região de Sumaré, SP (Figura 2), apresentavam sintomas de arcos ou círculos paralelos (concêntricos ou não), visíveis na superfície (epiderme) com penetração na parte interna (polpa) dos tubérculos. Estas observações foram comunicadas no XXV Congresso Paulista de Fitopatologia, ocorrido em Fevereiro de 2002, na Faculdade de Agronomia do ES Pinhal, SP. Com base nas observações e alertas feitos no referido Congresso Paulista de Fitopatologia, a Coordenadoria de Defesa Sanitária Vegetal da SAA-SP, procedeu ação cautelar interditando, preventivamente, as áreas onde o putativo PMTV foi observado. A produção para fins de semente foi igualmente proibida e as respectivas áreas também impedidas para qualquer cultivo de batata, até que as análises de caracterização, extensão e perdas relacionadas com essa hipotética nova virose sejam concluídas, conforme determina a Portaria Interministerial 290/15-04-96 e Instrução Normativa 2/9-01-02, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Cabe, finalmente, ressaltar que no mundo globalizado, uma das únicas formas de se estabelecer proibição formal da entrada de algum produto agrícola em outro país, aceito pela Organização Mundial de Comércio (OMC), é via barreiras fitossanitárias (Morandini, 2002. Legislação Fitossanitária. RAPP, vol 10: 1-32). No caso particular da bataticultura, que é cultivada de forma vegetativa e com o agravante aspecto de ser o insumo batata-semente, um dos produtos de propagação que, tradicionalmente, acumula maior número de horas de viagem, a preocupação com novas pragas e, especialmente, viroses introduzidas em nosso país, deve ser levada muito a sério, não apenas pelos órgãos de defesa sanitária vegetal, mas por toda a população e pelos próprios produtores (*). Dito isto, qualquer deslize ou ato de ignorância nesse assunto, merece e deve ser punido na condição de crime “Lesa Pátria”.

Campo de batata da variedade Monalisa, situada na região de São João da Boa Vista, SP, onde em agosto de 2001 houve mancha de 4 a 5 mil m2 de covas com tubérculos, apresentando arcos ou anéis necróticos, de forma concêntricas ou não, tanto na superfície como na polpa, sugestivos da infecção pelo vírus Potato Mop Top Vírus (PMTV). Nessa mesma região, em 1989-90 houve surto de sarna pulverulenta, causada pelo mesmo fungo vetor do PMTV, Spongospora subterrânea.
Vista de campo de batata var. Monalisa na região de Sumaré, SP. Plantado com batata-semente oriunda da região de São Miguel Arcanjo, SP, onde houve surto de sarna pulverulenta. Presença de tubérculos com sintomas de arcos e/ou anéis necróticos concêntricos ou não, na parte externa e interna dos tubérculos, ocorrendo em reboleiras ou plantas-covas isoladas, a possível infecção pelo putativo PMTV perpetuado via batata-semente.
Dra. Suzete A. Lanza Destéfano / Dr. Júlio Rodrigues NetoLaboratório de Bacteriologia Vegetal (LBV) – Centro Experimental Central do Instituto Biológico – CEIBRodovia Heitor Penteado, Km 3,5 – Caixa Postal 70 – 13001-970 –...
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