A Empresa Fujiwara, estabelecida em Capão Bonito, atualmente administrada pelos irmãos Sidney e Sérgio Fujiwara, se destaca como referência no setor agrícola da região. A experiência profissional claramente constatada na qualidade final presente em suas colheitas, representa o resultado de um histórico familiar iniciado por seu pais, caracterizado por uma vida de dedicação ao campo e marcada por muito trabalho, dificuldades e experimentações; ofícios estes que vêm sendo transmitidos ao longo dos anos às gerações seguintes.
Atualmente toda essa sabedoria e experiência adquirida ainda é válida aos filhos e transmitida em forma de consultoria para todos os aspectos que envolvem os processos de administração e produção. A empresa cultiva anualmente 900 ha de lavoura, sendo batata (200 ha), feijão (350 ha) e milho (350 ha). A principal cultura é a batata, que vem sendo cultivada desde 1958. Segundo Sidney, ao mesmo tempo em que a batata representa um alto risco ao produtor, ela também oferece desafios e motivações que os incentivam num constante processo de aprendizado e dedicação pessoal, oferecendo um estímulo especial ao seu cultivo e à obtenção de melhores resultados.
Sidney Fujiwara
Desde 1960, a empresa também se dedica à outras culturas, como o feijão (350 ha/ano), e milho (350 ha/ano). Em relação aos problemas de comercialização da batata no mercado, Sidney acredita que a amenização destes só seria possível através da união de toda classe produtora do Brasil, pois esta tem se mantido sem ação num evidente processo individualista de comercialização . -“No sistema de hoje, são os próprios produtores que contribuem com este processo canibalista de querer levar uma vantagem ilusória sobre os outros produtores. Esta atitude é egoísta e faz com que os compradores aproveitem para leiloar os preços para baixo e ditar as regras de mercado. Os produtores não sabem ou não querem enxergar a força que possuem. Ainda é tempo para os produtores de batata se unirem por seus interesses em comum e não apenas por interesses particulares como ocorre atualmente”.
Dia do Campo – ABASP
Segundo Sidney, um dos grandes problemas que o mercado de batata enfrenta está relacionado à deficiência no setor de pesquisas que viessem a identificar e acrescentar elementos fundamentais à melhoria da qualidade da cultura e consequentemente seu posicionamento no mercado. Atualmente os trabalhos realizados neste setor são direcionados aos interesses de empresas específicas, e não visam o aprimoramento de técnicas e oportunidades almejadas por parte do produtor.
É essencial a implantação de um trabalho de pesquisa direcionado à cultura de novas variedades afim de suprir com redução de custos, as exigências de qualidade do mercado.
Para Sidney, é necessário também que seja aprimorada uma visão empresarial por parte dos produtores em relação aos seus negócios, e que estes não sejam mais identificados como simples organizações familiares. É preciso que haja uma identificação dos verdadeiros encargos relacionados à cultura, pois atualmente os produtores não possuem a dimensão dos custos reais. Encargos paralelos ao negócio como custos administrativos, manutenção de equipamentos, depreciação, impostos entre outros, nem sempre são considerados, criando uma falsa ilusão de rentabilidade propiciada pelas culturas. Sobre a mecanização, Sidney considera este um processo fundamental e irreversível, destacando a importância de maiores investimentos por parte dos produtores em processos de profissionalização de mão-de-obra.
A equipe Hortifruti, um grupo de pesquisas de frutas e hortaliças do Cepea (Esalq-USP), disponibiliza em seu site preços e análises de mercado de 13 culturas, todos os dias, incluindo batata. Além de atualizar...
Eng. Agrônomo Orlando Palocci Neto ABASMIG/DIASUL/ABBA Av. pref. Olavo Gomes de Oliveira, 1 785 Pouso Alegre/MG Fone: (35) 3422.4142 -9984.2556 email: diasul@net.em.com.br Do Sul de Minas, principal região produtora de batatas do Brasil, respondendo...
João Paulo de Camargo Victorio – Engenheiro Agrônomo e Produtor Diretor – Sindicato Rural de Monte Alto. Avenida 15 de Maio, 441 – (16) 3242-1387 – sindicatorural@montealto.net No Brasil, a produção de cebolas concentra-se...
A partir do ano 2005, está previsto a cobrança de água para os produtores rurais. Os valores a serem cobrados serão definidos pelos comitês de bacia de cada região e foi estabelecido o limite...