Síntese Histórica da Universidade Federal de Viçosa – UFV


Edifício Arthur da Silva Bernardes, núcleo inicial do campus, inaugurado no dia 28 de agosto de 1926


A Universidade Federal de Viçosa originou-se da Escola Superior de Agricultura e Veterinária – ESAV, criada pelo Decreto 6.053, de 30 de março de 1922, do então presidente do Estado de Minas Gerais, que mais tarde viria a ser o presidente da República, Arthur da Silva Bernardes. Sua inauguração ocorreu em 28 de agosto de 1926.


A Universidade Federal de Viçosa vem acumulando, desde sua fundação, larga experiência e tradição em ensino, pesquisa e extensão, que formam a base de sua filosofia de trabalho.
Desde seus primórdios, a UFV tem se preocupado em promover a integração vertical do ensino. Neste sentido, trabalha de maneira efetiva, mantendo, atualmente, além dos cursos de graduação e pós -graduação, o Colégio de Aplicação (Coluni), voltado para o ensino médio geral), a Central de Ensino e Desenvolvimento Agrário de Florestal (Cedaf), que oferece o ensino médio técnico e médio geral; o Laboratório de Desenvolvimento Humano (4 a 6 anos) e o Laboratório de Desenvolvimento Infantil, que atende a crianças de 3 meses a 6 anos. Abriga, em seu campus, a Escola Estadual Effie Rolfs (ensino fundamental e médio geral).


Por tradição, a área de Ciências Agrárias é a mais desenvolvida na UFV, sendo conhecida e respeitada no Brasil e no exterior. Apesar dessa ênfase na agropecuária, a Instituição vem assumindo caráter eclético, expandindo-se noutras áreas do conhecimento, tais como Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Exatas e Tecnológicas e Ciências Humanas, Letras e Artes. Trata-se de uma postura coerente com o conceito da moderna universidade, tendo em vista que a interação das diversas áreas otimiza os resultados.


A UFV tem contado com o trabalho de professores e pesquisadores estrangeiros de renome na comunidade científica, que colaboram com o seu corpo docente, ao mesmo tempo em que executa um programa de treinamento que mantém diversos profissionais se especializando no exterior e no País. Nesse particular, a UFV é uma das instituições brasileiras com índices mais elevados de pessoal docente com qualificação em nível de pós-graduação.


Entre as principais contribuições da UFV para a sociedade brasileira é seu pioneirismo nos estudos sobre genética melhoramento de plantas, como é o caso do primeiro milho híbrido desenvolvido no País. Essa técnica veio revolucionar o fator qualidade na produção agrícola. Também de grande significado são os estudos para modificar o sabor da soja e torná-la mais agradável para o consumo humano. Com isso foi possível o desenvolvimento de várias linhas de produtos alimentícios tendo como base a soja, inclusive a incorporação desses alimentos aos cardápios especiais, além de contribuir para a melhoria da qualidade nutricional das merendas escolares.


Nos laboratórios da UFV foram desenvolvidos formulados alimentares para o consumo humano, rações e vacinas para animais, técnicas para o manejo de rebanhos e cultivares de plantas. As pesquisas da Universidade têm oferecido soluções no campo social, por meio de programas em diversas áreas, que vão dos assentamentos agrários ao desenvolvimento de programas de nutrição e saúde para populações carentes, todos com a participação de prefeituras, governos estaduais e federal.


A Instituição teve participação fundamental na ocupação e na produção do Cerrado. Os estudos realizados sinalizaram os caminhos da produtividade, que hoje representa uma grande parcela na produção agrícola brasileira. O manejo florestal, a utilização de técnicas e tecnologia de baixo custo e o emprego da biotecnologia, diminuindo os impactos no meio ambiente e a contaminação de alimentos também pode ser citada.


Na avicultura foram realizados estudos de significativa expressão. Para se ter uma idéia deste avanço, foram pesquisadores da UFV que conseguiram a redução do tempo, para que o frango pudesse ir para o mercado, com peso ideal para o consumo.


As pesquisas com embalagens inteligentes são outra referência do trabalho realizado em Viçosa. Outra iniciativa de grande significado é o Projeto do Criossolos, que está sendo realizado em conjunto com a Marinha do Brasil e outros setores da Segurança Nacional, com pesquisas na Antártida. Fruticultura, piscicultura, ranicultura e cunicultura são outros campos de atuação nos quais se verificam exemplos de sucesso das pesquisas da Universidade.


Os pesquisadores da UFV estão em constante treinamento e é significativa a participação dos professores da UFV em intercâmbios internacionais, com outras instituições de ensino. Isso viabiliza oportunidades para os estudantes, que atuam como “trainees” e em estágios, proporcionando a convivência com diferentes idiomas somando experiência aos seus currículos.


A área cultural tem sido muito incentivada por ações nos setores de promoção cultural, mídia interna e assessorias. Assim, o estudante encontra um grande espaço para o desenvolvimento de todo o potencial humano.
A Universidade Federal de Viçosa atua em diversas áreas do conhecimento, por isso, em seus Campi, a atuação de seus professores e técnicos promove parcerias com a comunidade e com a iniciativa privada.
A realização de eventos surpreende a todos: apenas no Campus da UFV, em Viçosa, acontecem cerca de 700 eventos por ano. Entre estas atividades, a Semana do Fazendeiro destaca-se pelo pioneirismo e pelo número de realizações.
Em 2006, quando a UFV comemora 80 anos ,será realizado de 16 a 21 de julho a 77ª edição da Semana, reunindo na UFV produtores rurais e seus familiares, gente de várias regiões brasileiras.
Para saber mais sobre os eventos da UFV é só acessar a página www.ufv.br e o visitante vai se surpreender com os números e as ofertas de cursos que a Universidade Federal de Viçosa faz, mostrando o dinamismo desta que é uma das mais reconhecidas universidades públicas do País.
Com relação a bataticultura nacional, a UFV atua no ensino, pesquisa e extensão buscando a melhoria do desempenho dessa cultura, de maneira direta e indireta. De maneira indireta formando profissionais nos diversos cursos onde ocorrem interações de vários aspectos ligados à agronomia.


Esses profissionais poderão atuar em áreas correlatas ou afins da bataticultura. De maneira direta, com a formação de engenheiro-agrônomo capaz de engenhar adequadamente a cadeia produtiva da batata, dentro e fora da porteira. Esses profissionais de agronomia têm aulas teóricas e práticas com professores que realizam pesquisas básicas e aplicadas, desenvolvendo princípios e tecnologias aplicáveis às diversas culturas entre as quais a batata.


Resultados desses trabalhos são relatados em livros e periódicos, nacionais e internacionais. Por exemplo, os diversos estudos nas áreas de Fertilidade de Solo, Melhoramento Genético, Nutrição Mineral e Práticas Culturais permitiram elaborar recomendações técnicas para a condução da cultura, destacando-se a recomendação de Adubação da Cultura da Batata para o Estado de Minas Gerais, importante referência para os produtores e técnicos ligados à bataticultura mineira e nacional.
A pesquisa com a batata começou há tempos. Inicialmente, no Departamento de Fitotecnia (DFT) onde foi desenvolvida, em 1969, a primeira tese direcionada para a cultura da batata no tema irrigação. A partir de então, o DFT e outros departamentos têm desenvolvido teses e trabalhos experimentais sobre diversos aspectos da cultura, destacando-se controle de doenças, pragas e plantas daninhas, fertilidade de solo, mecanização, pós-colheita e práticas culturais.Como exemplo, podem ser enumerados o desenvolvimento de cultivares, diagnose das principais viroses da batateira, produção de anti-soro para as principais viroses, mecanismos de resistência da batateira a doenças, difusão da cultura na região de Barbacena, Carandaí, Ouro Branco e Conselheiro Lafaiete.


Atualmente, as pesquisas do DFT enfocam o desenvolvimento de critérios para o sensoriamento em tempo real do estado nutricional mineral da planta, com vistas no uso racional dos fertilizantes e na otimização da produtividade e qualidade dos tubérculos, para evitar prejuízos ao meio ambiente, ao consumidor e ao bataticultor. O Departamento de Fitopatologia está trabalhando na requeima da batateira (Phytophtora infestans) fungo de ocorrência mundial.


Daí a importância dessa pesquisa, principalmente no inverno (por causa do frio e da umidade), época em que a infestação pode destruir o batatal em 120 horas. Este projeto visa estudar a possibilidade de fazer o alerta fitossanitário, para que os produtores possam controlar a doença.


O projeto de produção integrada da batata, que está sendo desenvolvido por pesquisadores da UFV, financiado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é uma iniciativa para a elaborar normas para essa produção. Como resultado, maior rentabilidade, proteção ao meio ambiente e a produção de batatas de qualidade superior. Por meio dessa produção integrada, será aprovado um selo comprovando as exigências para a exportação. A UFV está aberta para a cooperação técnica com a ABBA e qualquer outra instituição. Os objetivos dessas aproximações estão sempre ligadas ao desenvolvimento de programas cooperativos para atender aos interesses dos associados e de toda a cadeia produtiva do segmento.




 

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