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Onde o mais caro fica mais barato
Risel
O óleo diesel é um combustível
derivado do petróleo, sendo constituído,
basicamente, por hidrocarbonetos. Alguns compostos presentes
no diesel, lém de apresentarem carbono e hidrogênio,
apresentam também enxofre. Hoje, são produzidos
no Brasil três tipos de óleo diesel: o
diesel interior
(vermelho), o diesel metropolitano (amarelo) e o diesel
marítimo (amarelo fosco). Por força da
legislação ambiental, nos grandes centros,
é obrigatório o consumo de óleo
metropolitano, cuja queima resulta a menor emissão
possível de enxofre (poluentes) na atmosfera.
No entanto, nas áreas de menor índice
de poluição, pode ser utilizado o diesel
interior. Mas, também, pode ser utilizado o diesel
metropolitano. Então, se não há
restrições de queima nas regiões
não metropolitanas, fica a questão: por
que utilizar um produto mais caro como o diesel metropolitano?
Porque a queima mais perfeita vai trazer consumo específico
menor.
Fatos - Maior temperatura de destilação
resulta em menores frações pesadas, que
por sua vez, minimizarão os depósitos
de resíduos no motor, menores emissões
gasosas, como fumaça preta e óxidos de
nitrogênio.
Enxofre - Por possuir menor teor de enxofre, minimiza
a formação de dióxido e trióxido
de enxofre, cuja presença destes compostos leva
à formação de ácido sulfúrico
que é altamente corrosivo para as partes metálicas,
(cilindro, camisa, pistão anéis, bico
injetor, etc.), além de ser poluente.
Densidade – Tendo sua densidade menor, o diesel
metropolitano evita a produção de mistura
rica dentro da câmara de combustão. Evita,
ainda, a diluição do óleo lubrificante
do motor através do combustível. Desta
forma, mesmo que, a princípio mais caro, o diesel
metropolitano virá, sem dúvida, ao longo
do tempo se tornar mais barato pelas economias indiretas
que gerou, face às suas qualidades.
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